Sustentabilidade ambiental
Representantes dos municípios de Itaguaí, Mangaratiba,
Angra dos Reis e Rio Claro se reuniram no dia (26),
pela manhã, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente,
Agricultura e Pesca (SEMAAP), para discutir questões
de preservação e conservação do Parque Estadual
do Cunhambebe. O evento contou com três palestrantes,
dentre eles, Francine Ramalho de Aguiar, engenheira ambienta
l e funcionária do Instituto Terra Preservação Ambiental (ITPA).
O Conselho Consultivo do Parque Estadual Cunhambebe
(PEC) também esteve presente, representado por empresas
como a Vale, Inep, Cedae, Guardas Florestais(GPA),
dentre outros. As reuniões que envolvem capacitação
do conselho e o plano de manejo acontecem mensalmente,
e desta vez, em Itaguaí. “O objetivo deste encontro
é construir de forma participativa junto com o conselho
todas as informações que a gente acha importante
e fundamental para nos orientar na construção de
zoneamento do Parque da APA”, disse Francine Ramalho.
Os representantes são divididos em quatro grupos para
demarcarem em mapas os pontos que considerem como
potencialidades e ameaças nos municípios. “Estas
pessoas estão falando pela sociedade. São representantes
do poder público, sociedade civil, prefeituras municipais,
dentre outras. Percebemos a vontade deles de levar informação
para a população e também trazer essa demanda para cá.
Vamos olhar o conteúdo do mapa que eles enxergam como
oportunidades e fragilidades das regiões para que possamos
orientar, num futuro planejamento de ações, que venham
contribuir para o sucesso desta região”, sintetizou.
Segundo Francine um dos projetos é gerar trabalho e
renda para as pessoas que vivem no entorno do parque
através das atividades turísticas da região.
“Temos um curso que está acontecendo que também envolve
capacitação dessas pessoas com foco no ecoturismo básico
para a comunidade. A ideia é trazer a população para
desenvolver atividades que venha trazer turistas para dentro
da região do parque. Essas pessoas têm que olhar para o
parque e ver nele essa oportunidade e não como algo que engesse
a região”, avalia a coordenadora do projeto.
Acompanhe o plano de manejo da APA do Parque Estadual
de Cunhambebe no município de Itaguaí: 1. Trilhas de palmiteiros
e caçadores, 2. Zona pouco conhecida, 3. Ampliação do APA, 4.
Area para cercamento dentro do parque, 5. Ocupação irregular
de fazendas, 6. Ocupação irregular de favelas, 7.
Ocupação irregular de condomínios, 8.
Sete do PEC, 9. Núcleo de apoio administrativo –
incluindo a fiscalização, 10. Ponto de fiscalização,
11. Áreas de contaminação de água, 12. Contaminação
de água pela pesca de lagosta e camarão utilizando veneno,
13. Expansão urbana.
Criado em 13 de junho de 2008 pelo Decreto Estadual
41.358, o Parque Estadual Cunhambebe tem 38 mil hectares,
abrange parte dos municípios de Mangaratiba, Angra dos Reis,
Rio Claro e Itaguaí e recebeu este nome em homenagem
ao cacique tupinambá Cunhambebe, líder da Confederação
dos Tamoios formada por volta de 1560. A nova unidade
protegerá uma região de vegetação nativa, formando
um contínuo florestal com o Parque Nacional da Serra
da Bocaina e a Terra Indígena de Bracuhy, o que
assegura a preservação de espécies animais e vegetais
ameaçadas com a fragmentação dos remanescentes
da Mata Atlântica. Do total da área prevista do Parque,
95% são compostas por florestas bem conservadas.
O Parque também vai preservar importantes fontes
de abastecimento de água para a população do sul do
estado, como a Bacia da Represa de Ribeirão das Lajes
Coisas Que Vi Ouvi e Vivi

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