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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

assentamento de Rubião em Mangaratiba receberá doação do Iterj

Um novo tempo para os assentamentos rurais no Rio de Janeiro



 24/08/2011 - 18:04h - Atualizado em 24/08/2011 - 18:08h    
          

Proposta do Iterj é mecanizar produção, qualificar agricultores, fornecer insumos e dar assistência
O Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj), da Secretaria de Habitação, pretende promover uma mudança completa na gestão dos assentamentos rurais sob responsabilidade do Estado. A proposta vai além da simples concessão de posse das terras às famílias assentadas, como basicamente ocorria até agora. O plano é mecanizar a produção agrícola dessas terras, qualificar os agricultores, fornecer sementes e insumos e dar assistência técnica, a partir do próximo período de safra, que começa em outubro.
O presidente do Iterj, José Geraldo Machado, que assumiu o cargo em março deste ano, acredita que com isso as pequenas propriedades ganharão uma infraestrutura auto-sustentável capaz de atender a demandas do mercado consumidor. Uma delas será fornecer produtos para a merenda escolar do município que, por determinação de lei federal, é obrigado a comprar 30% dos alimentos de produtores locais.

Segundo Machado, o Iterj acaba de adquirir, com recursos do seu orçamento deste ano, no valor de R$ 20 milhões, equipamentos agrícolas que serão cedidos aos assentados em regime de comodato e por intermédio de suas representações legais. São 15 tratores agrícolas, 15 grades aradoras, 15 grades niveladoras, uma plantadeira adubadeira, 33 microtratores cultivadores, 33 carretas agrícolas de 1,5 tonelada, 14 carretas agrícolas de quatro toneladas, 67 roçadeiras laterais e cinco costais e caminhões para transporte.

O Iterj alugará também retroescavadeiras para drenagens de propriedades suscetíveis a inundações e fornecerá aos assentamentos insumos agrícolas, entre outros benefícios, para o desenvolvimento de vários projetos de culturas agrícolas sem uso de agrotóxicos. Estão previstas culturas de frutas cítricas, extração de palmito pupunha e de óleo de coco e produção de ovos caipiras.

Quatro técnicos agrícolas do órgão, sob comando do diretor de Assentamentos e Projetos, David Afonso da Silva, farão acompanhamento permanente da execução dos projetos. Com tudo isso, o Iterj espera promover um aumento da capacidade produtiva dos assentamentos.

Projeto começará com entrega dos equipamentos
As máquinas, sementes e insumos serão entregues no dia 24 de setembro ou 1º de outubro, em solenidade a ser realizada na Fazenda Engenho Novo, em São Gonçalo, para os seguintes assentamentos: Antônio de Farias, em Campos; São Domingos, em Conceição de Macabu; Fazenda Experimental de Italva; Pedra Lisa, Normandia, Associação dos Produtores Rurais de Marajoara e São Pedro, em Japeri; Pau Grande, Santa Rosa e Cachoeira Grande, em Magé; Rubião, em Mangaratiba; Paes Leme, em Miguel Pereira; Terra Prometida, em Duque de Caxias/Nova Iguaçu; Vitória da União, em Paracambi; Serra do Matoso, em Piraí; Campo Alegre, em Queimados; Engenho Novo, em São Gonçalo; Mutirão da Conquista, em Valença; e Comunidade Primeiro de Maio, em Barra do Piraí.

– Os equipamentos continuarão propriedades do Estado. Eles serão cedidos aos produtores, mas administrados por nós. Além disso, o Iterj, em parceria com a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural), vai preparar um projeto de produção para cada assentamento com metas a serem atingidas – acrescentou Machado.

Um dos agrônomos envolvidos na elaboração e execução do projeto, Welby Lara, disse que a iniciativa do Iterj é um divisor de águas no tratamento dado aos assentamentos rurais até agora.

– É o começo de um novo ciclo que vai além da simples mecanização. Estamos montando uma base para que, a partir dela, os assentados comecem a ser empreendedores também e tenham condições de, dentro de alguns anos, não depender tanto do Estado, caminhando com as próprias pernas – argumentou o agrônomo.

O Iterj também vai reformar as sedes de assentamento já existentes e construir onde não haja. Todas as sedes terão, em estrutura pré-moldadas, galpões para guarda dos equipamentos e da produção agrícola. Cada assentamento também será incentivado a reflorestar parte da propriedade para que possa gerar futuramente crédito de carbono para as famílias.

Fazenda em São Gonçalo será modelo para assentamentos

O Iterj pretende transformar a Fazenda Engenho Novo, em São Gonçalo, com 740 hectares e 143 famílias, num assentamento modelo. Na sede, será criado um grande viveiro de mudas de plantas que abastecerá os projetos de reflorestamento de todos os assentamentos. O prédio da sede, construído em 1873 e tombado pelo Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural), será recuperado. Numa primeira etapa, será feito até o fim do ano o escoramento das ruínas em que se encontra a sede, completamente depredada em décadas de abandono.


– O Estado ganhará um patrimônio histórico de grande valor e uma nova atração turística rural – prevê Machado.

fonte da notícia : http://www.rj.gov.br/web/imprensa/exibeconteudo?article-id=586831


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